Orquestra de Jazz de Espinho


Em finais de 2008 ganhava forma a ideia de constituição de uma orquestra de jazz no âmbito curricular da Escola Profissional de Música de Espinho, projecto que teve a sua primeira apresentação pública em 2009, sob a designação de Orquestra Académica de Jazz da EPME, e que não mais parou. Deixando rapidamente para trás a adjectivação “académica”, a Orquestra de Jazz da EPME rapidamente iniciou um percurso artístico consistente no contexto da sua génese e especificidade, de tal modo que, logo em 2010, foi convidada a apresentar-se na Sala 2 da Casa da Música numa série de três concertos para o Serviço Educativo.

Impulsionada e dirigida artisticamente na sua fase inicial por Paulo Perfeito, a Orquestra evoluiu para um modelo de direcção musical partilhada entre Paulo Perfeito e Daniel Dias, ambos maestros, pedagogos e trombonistas com carreira e não menos paixão no mundo do Jazz, responsáveis pela extraordinária evolução que a Orquestra entretanto conheceu ao longo dos últimos anos.

O projecto tem-se progressivamente expandido para além da sua vocação didáctica, produzindo concertos temáticos, reportórios de autor, espectáculos multimédia e multidisciplinares para os mais diversos públicos e faixas etárias, trabalhando com solistas de grande craveira como Hermeto Pascoal, Andy Hunter, Marcos Valle, Carlos Azevedo, Fernando Sanchez, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Ricardo Toscano, Rui Teixeira, entre outros, cimentando o seu prestigio em vários palcos nacionais, sendo de destacar as apresentações na Casa da Música, no Casino de Espinho, na Casa das Artes de Famalicão, no Teatro de Vila Real, no Teatro Municipal de Bragança, no Serralves em Festa, no Festival Jazz ao Centro, entre outros, bem como, as apresentações regulares no Auditório de Espinho | Academia, onde a orquestra tem a sua residência.

Por diversas vezes a Orquestra foi responsável por apresentar reportórios inéditos no nosso país. Cerca de 10 anos após as suas primeiras notas, evoluiu para um patamar mais arrojado, assumindo um compromisso artístico mais abrangente, sem perder de vista, contudo, a sua identidade formativa e impulsionadora da interpretação da música para esta formação.

Assentando a sua constituição fundamentalmente nos alunos da Escola Profissional de Música de Espinho, a orquestra conta também com músicos mais experientes em função das exigências dos programas e dos desafios do seu projecto artístico, que passa agora, mais relevantemente, por lançar um olhar atento e incentivador aos jovens valores do jazz e, por outro lado, por procurar aprender com a mestria dos consagrados.

At the end of 2008, the idea of creating a jazz orchestra took shape in the curricular scope of the Professional School of Music of Espinho, a project that had its first public presentation in 2009, under the name of Academic Jazz Orchestra of EPME, and which never stopped. Quickly leaving behind the “academic” adjective, the Jazz Orchestra of EPME quickly began a consistent artistic journey in the context of its genesis and specificity, so that, in 2010, it was invited to perform in Sala 2 of Casa da Música in a series of three concerts for the Educational Service.

Promoted and artistically directed in its initial phase by Paulo Perfeito, the Orchestra evolved into a model of musical direction shared between Paulo Perfeito and Daniel Dias, both conductors, educators and trombonists with a career and no less passion in the world of Jazz, responsible for the extraordinary development that the Orchestra has experienced over the last few years.

The project has progressively expanded beyond its didactic vocation, producing thematic concerts, author repertoires, multimedia and multidisciplinary shows for the most diverse audiences and age groups, working with high-profile soloists such as Hermeto Pascoal, Andy Hunter, Marcos Valle, Carlos Azevedo, Fernando Sanchez, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Ricardo Toscano and Rui Teixeira, among others, cementing its prestige on several national stages, with highlights to the presentations at Casa da Música, Casino de Espinho, Casa das Artes de Famalicão, Teatro de Vila Real, Teatro Municipal de Bragança, Serralves em Festa, Festival Jazz ao Centro, among others, as well as the regular presentations at the Auditório de Espinho Academia, where the orchestra has its residence.

On several occasions the Orchestra has been responsible for presenting unpublished repertoires in our country. Around 10 years after its first notes, the orchestra moved to a more daring level, assuming a more comprehensive artistic commitment, without losing sight, however, of its formative and driving identity of the interpretation of music for this formation.

Basing its constitution mainly on the students of the Professional School of Music of Espinho, the orchestra also has more experienced musicians according to the requirements of the programmes and the challenges of their artistic project, which now, more relevantly, focuses carefully and encouragingly on young jazz values while at the same time seeking to learn from the mastery of celebrated artists.

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