Circuit Des Yeux: "Espero que '-io' possa servir como um lugar para as pessoas viajarem e deixarem algo pessoal e pesado à porta."


17 de Outubro, 2022   /   197
Auditório de Espinho | Academia

Circuit Des Yeux, cantora e compositora norte-americana, regressa a Espinho com a celebração de um ano do lançamento do seu sétimo disco. É neste mês também que se junta a Claire Rousay, artista norte-americana, resultando num novo EP, intitulado de Sunset Poems, com três canções do álbum -io re-imaginadas.

-io é um álbum precioso, feito do luto e do abismo. É o álbum de uma voz avassaladora que será acompanhada por um decateto de cordas, formado por alunos da Escola Profissional de Música de Espinho, no palco do Auditório de Espinho | Academia (AdE), esta sexta, 21 de outubro, pelas 21h30. É a voz de Circuit Des Yeux, na pele de Haley Fohr. Uma voz que aqui escreve.

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Quem é Circuit Des Yeux e como é que ela se separa de Haley Fohr? Ou complementam-se uma à outra?

Considero a Circuit des Yeux a versão mais íntima e poderosa de mim mesma! Somos uma só.

Um dia, em entrevista, disse que a música tem sido resposta para tudo. Continua a ser? De que forma?

Penso que a música, para mim, se tem mostrado como um lugar onde posso realmente ser eu própria. A música deu-me realmente muito... Deu-me sustento, uma comunidade, deu-me a minha especialidade... A música parece como uma linguagem universal. Também adoro o facto de ser invisível. É uma parte poderosa e única de ser e estar vivo…

Sobre -io: que álbum é, quem é, porque o é, de quando é?

-io é o registo do meu luto. Chegou-me ao longo de 2019 -2021. Penso que é muscular, pesado e episódico. Vivi muito quando estava a fazê-lo, e isso manteve-me segura durante o processo desta digressão. É realmente uma das minhas mais orgulhosas realizações artísticas.

The vanishing is happening” ("O desaparecimento está a acontecer"). Está a Haley a desaparecer, a desvanecer, a cair, a derreter, a afundar, tal como dita a tua música? Se não é a Haley, quem ou o que está a desaparecer?

Testemunhei todos estes fenómenos físicos de desaparecimento. Penso que é uma nova consciência que estamos a experimentar juntos como espécie.

O que quer dizer ao mundo com o álbum -io?

Espero que -io possa servir como um lugar para as pessoas viajarem e deixarem algo pessoal e pesado à porta. Espero que possa ser um portal para as pessoas sentirem a sua verdadeira situação, e que se afastem mais leves.

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Circuit Des Yeux finaliza a sua digressão em Espinho. Apesar de um ano de aniversário, não apagamos a vela. Ela continua acesa. E o álbum -io é sinónimo de uma esperança que permanece, que não se apaga, que continua a queimar. É sinónimo de uma queda com uma elevação associada, por isso, elevamo-nos até ao Palco AdE, esta sexta.

Os bilhetes para este concerto estão à venda aqui ou na bilheteira local, na Academia de Música de Espinho.


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